Após derrota para o Flamengo, torcedores do Vasco promovem quebra-quebra

Bombas foram jogadas no gramado e muito corre-corre nas arquibancadas

Em São Januário, o Flamengo deu continuidade a sua boa fase no Brasileiro. Em um clássico de primeiro tempo fraco e com bons momentos na etapa final, a equipe da Gávea levou a melhor sobre o Vasco e derrotou o maior rival por 1 a 0.  O gol da partida foi marcado por Everton no segundo tempo.

O resultado foi a quarta vitória seguida do Flamengo no Brasileirão e levou o Rubro-negro a vice-liderança da competição. Com a derrota, o Gigante da Colina pode deixar o G-6. Na próxima rodada, Flamengo enfrenta o Grêmio, no Luso-Brasileiro, em duelo pelas primeiras colocações da competição. A partida será na quinta. Um dia antes, o Vasco vai até o Barradão enfrentar o Vitória.

Depois do apito final do árbitro Anderson Daronco, torcedores vascaínos passaram a jogar muitos objetos no gramado e alguns ameaçaram invadir o campo. Os jogadores do Flamengo e a arbitragem, preocupados, permaneceram no centro do campo, protegidos pelo policiamento que atuava dentro do estádio. “Isso aí é perigoso. Aí no meio tem criança. É triste demais”, lamentou Everton, em entrevista ao Premiere, ainda no gramado.

A PM atirou bombas de efeito moral em direção às arquibancadas para dispersar os mais agressivos. Durante o intervalo, os vascaínos que estavam próximos às cordas que dividiam as torcidas já haviam provocado a ação da PM, que lançou spray de pimenta para conter os mais agressivos. Além disso, um torcedor do Vasco que tentou invadir o campo, depois do gol do Flamengo, pulando a proteção acrílica que separa o gramado ficou ferido e teve que ser atendido pela maca.

A imprensa e os jogadores do Flamengo permaneceram no centro do gramado até a situação se acalmar dentro do estádio, mas sentiram os efeitos do gás de pimenta que ficou no ar. Fora de São Januário, os conflitos entre torcida e PM seguiu, mas já bem menor. Em entrevista ao SporTV, Marcelo Viana, diretor de competição da Ferj e delegado da partida, afirmou que o número de oficiais designados para o confronto seguiu o definido para outros eventos realizados no estádio.

Ele responsabilizou a torcida do Vasco pelas cenas. “Era muita gente querendo brigar. Essas bombas são difíceis de serem detectadas nas revistas. Os torcedores escondem com facilidade, são pequenas”, analisou. Segundo Viana, a confusão não foi tão séria quanto se pensa. “O que aconteceu de negativo foram essas bombas no gramado. De resto, foi mais correria. Foi uma reação da torcida do Vasco que a gente não esperava”, afirmou.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

30 views