Bolsa bate recorde e dólar desaba com a condenação unânime de Lula

O dia foi de festa no mercado financeiro. A condenação, por unanimidade, do ex-presidente Lula a 12 anos e um mês de prisão (a pena original, de nove anos e seis meses, foi aumentada) levou a Bolsa de Valores de São Paulo a registrar recorde histórico. O Ibovespa, que mede a lucratividade das ações mais negociadas no pregão paulista, cravou os 83.680 pontos, com alta de 3,72%, a maior para um único dia desde 3 de janeiro de 2017 (3,73%).

No mercado de câmbio, o dólar desabou 2,47%, fechando em R$ 3,15, a cotação mais baixa desde outubro do ano passado. Para os investidores, a condenação, definida pelos desembargadores João Pedro Gebran, Leandro Paulsen e Victor Laus, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), tira Lula da disputa eleitoral. O petista é visto como um risco para a continuidade de uma política econômica responsável, que priorize o ajuste fiscal e as reformas.

Na avaliação dos especialistas, a condenação de Lula abre espaço para o governo aprovar a reforma da Previdência a partir de fevereiro deste ano, pois mostra aos parlamentares que o país não pode optar por retrocessos. A sentença do TRF-4 foi vista como um avanço importante, que deve prevalecer na política.

Ao longo da quarta-feira, 24, a bolsa de valores subiu 3 mil pontos. Praticamente todas as ações que compõem o Ibovespa se valorizaram. Os papéis de empresas estatais foram destaques, pois, no entender dos investidores, com Lula fora das eleições, não voltarão a ser usadas politicamente. As ações preferenciais (PN) da Petrobras deram um salto de 5,84%, para R$ 19,34. Já Eletrobras PNB avançou 9,69%, para R$ 22,65.

As ações do Banco do Brasil apontaram valorização de 7,93%, para R$ 37,97. A expectativa é de que, com o surgimento de uma candidatura de centro forte, capaz de vencer as próximas eleições, o Ibovespa pode encerrar o ano aos 95 mil pontos. As compras de ações deverão ser puxadas, sobretudo, pelos investidores estrangeiros, que já vinham se antecipando à decisão do TRF-4.

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