Corinthians vence o Coritiba e se mantém com folga na liderança

Clayson marcou dois gols na vitória do Corinthians sobre o Coritiba.

Parecia que seria mais uma noite em que o líder do Brasileirão não conseguiria um resultado condizente com sua posição, mas foi preciso Clayson sair do banco de reservas e mais uma vez fazer a diferença, como aconteceu nos últimos dois jogos, contra São Paulo e Cruzeiro. Comandado pelo inspirado Clayson, o Corinthians venceu o Coritiba por 3 a 1 em sua arena, e garantiu, pelo menos, que a diferença na ponta continue em oito pontos.

Sem poder contar com Pablo, que chegou a ser relacionado, mas não conseguiu se recuperar de dores musculares, Carille escalou Pedro Henrique e Balbuena na zaga e viu o Corinthians começar em alta velocidade, com toques rápidos e jogadas envolventes de Jadson e Marquinhos Gabriel, que ficavam intercalando entre o meio e o lado esquerdo do ataque corintiano.

Sufocando o Coritiba, os mandantes abriram o placar logo aos nove minutos. Jadson acertou um toque de calcanhar na medida para Jô dominar e bater na saída do goleiro Wilson. Belo gol na Arena Corinthians, o 14º gol do atacante no Campeonato Brasileiro. O lance acabou sendo também uma vitória para Jadson, tão criticado nos últimos jogos, mas que mesmo assim, foi mantido na equipe por Carille. Parecia que a noite seria da reabilitação do meia e de um resultado positivo conquistado sem grandes sustos, mas o Coritiba teve que sair do campo de defesa, pois uma derrota, complicaria demais sua vida na luta contra o rebaixamento. 

E foi assim que começou a brilhar a estrela de Cássio. O goleiro, que na terça-feira ficou no banco de reservas da seleção brasileira contra o Chile, assim que acabou a partida no Allianz Parque, foi direto para o CT Joaquim Grava se concentrar com seus companheiros de Corinthians. Antes de levar o gol, em que não teve culpa, Cássio aproveitou para mostrar à Tite que realmente merecia estar entre os selecionáveis. Ele fez pelos menos três excelentes defesas, ou milagres, para quem preferir chamar assim. Em menos de dez minutos, ele pegou uma cabeçada de Cleber Reis, uma tentativa de Henrique Almeida (que depois o árbitro marcou impedimento) e mais uma outra do atacante, que apareceu livre na pequena área e o goleiro dividiu com ele e levou a melhor. 

Até que aos 39, não deu para evitar. Thiago Carleto cobrou escanteio, Henrique Almeida aproveitou que a defesa corintiana ficou parada – principalmente Pedro Henrique – e, livre, saltou bonito e cabeceou. Cássio parecia assustado ao ver o atacante sozinho na sua frente e nada conseguiu fazer. Antes de acabar o primeiro tempo, Pedro Henrique ainda se aventurou ao ataque e, após cair dentro da área, reclamou bastante pelo árbitro não marcar pênalti.O tempo mudou e o Coritiba continuou em cima, se aproveitando, principalmente, da má noite de Guilherme Arana, irreconhecível. O jovem lateral teve uma atuação muito ruim tanto no ataque quanto na defesa. Empolgado, o Coxa quase virou aos 4, com Tiago Real, que chutou cruzado e foi preciso mais um milagre de Cássio.

Ciente de que o Coritiba parecia mais próximo da virada do que do Corinthians marcar o segundo gol, Carille resolveu tirar Maycon e colocar Clayson, pois precisava ter mais opções na criação e para segurar a bola no ataque. A mudança fez o time da casa mudar de postura e buscar a vitória. Aos 20, Marquinhos Gabriel cruzou e Clayson quase marcou de cabeça. Wilson pegou. O tempo ia passando e nada de sair o gol. A torcida, impaciente, começou a pedir Pedrinho, que voltou a ficar como opção no banco de reservas após se ausentar por vários jogos.

Antes que Carille pensasse em fazer o que a torcida pedia, Clayson também mostrou que estava em uma noite inspirada. Aos 33, Léo Príncipe cruzou, Rodriguinho desviou para o atacante dominar e chutar quase caindo para colocar o Corinthians na frente de novo. O mesmo atacante que marcou gols no empate com São Paulo e Cruzeiro nos últimos dois jogos (ambos por 1 a 1). E para a festa ficar completa, o talismã corintiano contou com a sorte para fechar o placar. Aos 43, Rodriguinho chutou de longe, a bola bateu na trave e voltou nos pés de Clayson, que só teve o trabalho de empurrar para as redes, garantir o resultado positivo e mostrar que, ao contrário do que muita gente fala, Carille pode contar com seu banco de reservas. 

Vasco vence o Avaí com um a menos e segue na briga pela Libertadores

A parada no Campeonato Brasileiro para os dois últimos jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo foi boa para o Vasco. Em uma partida fundamental para as pretensões da equipe, o time da Colina jogou melhor e fez por merecer a vitória de 2 a 1 sobre o Avaí, ontem, na Ressacada. Se não fosse a expulsão de Andrés Ríos no segundo tempo, os três pontos teriam sido bem mais tranquilos.

O bom futebol fez com que o Cruz-maltino acabasse com a sequência de três partidas sem vitórias na Série A. Ao chegar aos 36 pontos, se distanciou da zona de rebaixamento e se aproximou mais da zona de classificação para a Libertadores -em nono, a diferença para o Flamengo, em sétimo, caiu para apenas três pontos. “Realmente, uma vitória muito importante. Esse jogo era como uma final para nosso time. Vamos tentar buscar essa vaga na Libertadores” destacou Nenê.

Antes do período sem jogos, a falta de pontaria da equipe vinha sendo o grande ponto fraco do Vasco, a tirar o sono do técnico Zé Ricardo. Isso mudou logo aos dois minutos de jogo em Florianópolis. Wagner recebeu a bola fora da grande área, ajeitou e marcou um golaço: 1 a 0. Conseguimos melhorar bem nas finalizações. No último jogo, havíamos criado as oportunidades, mas erramos muito nos chutes a gol. Dessa vez foi diferente – ressaltou o camisa 11. É bem verdade que o próprio Nenê tentou muitas finalizações, sem sucesso, mas isso não tirou o saldo positivo de sua atuação. Foi o meia quem iniciou a jogada do segundo gol, marcado por Andrés Ríos, aos 23 minutos.

Na volta do segundo tempo, o jogo continuou bem à feição do time de São Januário, sem que Martín Silva, trabalhasse muito, até que Andrés Ríos acertou a mão no rosto do marcador, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.Um minuto depois do cartão vermelho do argentino, aos 16 da segunda etapa, Betão descontou para o Avaí, em lance muito contestado pelos vascaínos. que pediram falta. O time catarinense ainda pressionou, mas não conseguiu o empate.

Cruzeiro surpreende e vence o Grêmio

O choque dos “Reis de Copas” em Porto Alegre deu ao Cruzeiro a condição provisória de vice-líder do Campeonato Brasileiro na 27ª rodada. Frente a frente com o Grêmio, a Raposa não se importou por jogar fora de casa e surpreendeu o adversário na noite desta quarta-feira (11). Ex-Internacional, o atacante Rafael Sóbis, após assistência açucarada de Thiago Neves, deu o golpe certeiro no Tricolor Gaúcho, e a Raposa venceu por 1 a 0. 

O resultado deu ao Cruzeiro o segundo lugar provisório na tabela de classificação. O time celeste chegou aos 47 pontos, mesma pontuação do Santos, que com dois jogos a menos perde, pelo menos até amanhã, a condição de vice-líder – por causa dos critérios de desempate. Foi o quinto jogo entre Grêmio e Cruzeiro somente neste ano, dois pelo Brasileirão, dois pela Copa do Brasil e um pela Primeira Liga. 

Atlético domina o jogo, e vence o São Paulo no Independência

Os 17 mil torcedores do Atlético que foram ao Independência na véspera de um feriado prolongado tiveram um gosto raro neste segundo semestre de 2017. O resultado foi um aplauso para o time, após vitória de 1 a 0 contra o São Paulo. O resultado foi magro diante das chances criadas, principalmente no primeiro tempo. O gol solitário de Fábio Santos, de pênalti, fez justiça a um time com volume de jogo, Robinho querendo brilhar, volantes com desarmes afiados e um conjunto que soube superar até mesmo um gol não assinalado pela arbitragem.

Atlético-PR fica so no empate com o Atlético-GO

O Atlético Paranaense empatou em 2 a 2 com o Atlético-GO, nessa quarta-feira (dia 11) à noite, na Arena da Baixada, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time paranaense ficou na 8ª colocação, com 35 pontos. A equipe de Goiânia está na lanterna, com 25 pontos. A torcida organizada Os Fanáticos convocou uma manifestação contra decisões da diretoria, que ocorreu na praça em frente à Arena da Baixada, começando uma hora antes da partida e terminando após o jogo.

Mesmo com a chuva, o grupo permaneceu no local e assistiu à partida em um telão. O protesto teve até uma faixa contra Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo. Dentro do estádio, o Atlético registrou seu pior público no Brasileirão, com 7.537 pessoas. Na prática, o clube perdeu metade do seu público, já que a média do time no ano é de 15.938 pagantes. Na competição nacional, a pior bilheteria do Atlético foi contra o Fluminense, com 11.321 pagantes. No total do ano, só duas partidas do Paranaense, quando o clube decidiu escalar uma equipe reserva, tiveram públicos abaixo desse.

 

 

 

 

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