Governo já conta com 275 votos a favor da reforma da Previdência

Ministro Carlos Marun comemora avanço na busca de votos favoráveis

O governo já conta com 275 votos a favor da reforma da Previdência. Agora aumenta a batalha para convencer outros 60 deputados indecisos a votarem pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Os cálculos foram levantados pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, após dias de diálogos e negociações com líderes da base e demais parlamentares. 

A quantidade de apoio foi comemorada pelo relator da reforma na Câmara, deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), que se reuniu nesta quarta-feira (24) com Marun e o presidente em exercício da República, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Isso é uma situação que eu, pessoalmente, julgo bastante favorável. E, obviamente, que, a partir deste número e essa articulação, devemos prosseguir nos próximos dias e próximas semanas com intensas negociações com o propósito de apresentar ao presidente da Câmara número suficiente para aprovar a matéria. A decisão de colocar em pauta, obviamente, pertence a ele”, ressaltou. 

O caminho para convencer os 60 indecisos passa, invariavelmente, pela negociação de novas concessões ao texto. A modificação da proposta, no entanto, dependerá do real apoio à reforma, adverte o relator. “Só haverá mudança se trouxer votos que, de fato, ajudem a aprovar o projeto. Não adianta ficar fazendo modificações que não resultem em voto”, alertou. A bancada da bala, por exemplo, é uma frente que está em negociações com o governo e lideranças no Congresso Nacional. “Eles têm algumas reivindicações que podem ser atendidas e podem não ser atendidas. Desejam, por exemplo, que haja algum tipo de regra de transição.

Que, na minha opinião, já existe, mas eles pretendem ter algum tipo de regra de transição diferente da que está, hoje, para policiais”, destacou. Outra reivindicação da bancada da bala é que pensionistas tenham direito ao valor da aposentadoria integral de policiais mortos em serviço. “Isso é discutível? Depende da quantidade de votos que forem apresentados pelos deputados que reivindicam isso. Não adianta é atendermos a solicitação trazida por esses parlamentares e eles continuarem contra a reforma” enfatizou. 

Calendário 

Em dezembro, antes de começar o recesso parlamentar, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, marcou a votação da reforma para 19 de fevereiro. Com a proximidade da data e os votos ainda insuficientes, surgiu a possibilidade de que fique para novembro, depois das eleições. Segundo Arthur Maia, “essa hipótese foi afastada de plano”. “Inclusive, nos questionamos de onde teria saído. A origem disso não é aqui no Palácio do Planalto. Isso não consta na nossa pauta os planos de mudar”, garantiu. Em conversa com jornalistas, nesta quarta-feira (24), Marun também garantiu que o governo terá os votos necessários para aprovar a reforma na data marcada. 

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