Há cinco anos, o Brasil perdia o Gênio do Concreto, Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer em 2007

Há cinco anos, o Brasil entrava em luto pela morte do artista que revolucionou a arquitetura moderna mundial e deu ao país um patrimônio que entrou para a história. Oscar Niemeyer (1907-2012) é considerado, ainda hoje, o maior arquiteto brasileiro. Reconhecido internacionalmente, o Gênio do Concreto deixou como legado a cidade que continua impressionando moradores e visitantes: Brasília. A capital federal, maior e mais famosa obra de Niemeyer, é chamada pelo professor aposentado de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Carlos Cabral de “obra indelével”. Cabral, paulista, veio para a cidade por influência do trabalho de Niemeyer — queria aprender com o ícone.  O preferido do próprio Niemeyer, segundo o também professor da UnB Frederico Holanda, era o Congresso Nacional.

Holanda lembra a genialidade do mestre também no projeto do Palácio do Itamaraty, que resgata influências clássicas, como nas colunas ao redor, parecidas com o Partenon, na Grécia, e ao mesmo tempo homenageia o antigo palácio, no Rio de Janeiro, com arcos plenos (meio círculos) nas janelas. No entanto, Holanda acredita que a verdadeira revolução de Niemeyer aconteceu antes mesmo de Brasília: no início da década de 1940, o carioca projetou o conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, e depois considerou esse o seu verdadeiro começo. “Ele introduz uma dimensão poética que não era comum e se insurgiu contra a linha dominante, mais racional, canônica, de modulações rígidas, traçados reguladores e ortogonalidade”, explica o professor da UnB. Enquanto LeCorbusier, mestre e “guru assumido” de Niemeyer e Lúcio Costa, era racionalista, Oscar era poesia, imaginação e fantasia, segundo Holanda.

 

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