OLHO VIVO- 11-08-17

Dércio Cruz

 

 

Base frágil 

Eu conversei com um vereador que integra a base da oposição na Câmara Municipal que, mesmo atuando coerência me disse que, se a administração nao se preocupar em colocar um pouco mais de cimento na base governista, ela pode ruir de forma mais desastrosa, se os projetos enviados pelo poder Executivo nao forem revisados. Ele acha inclusive que, se a matéria for levada a votação o prejuízo pode ser ainda maior, ou seja, a derrota pode ser pior. O recado foi dado. 

Primeiro embate

A sessão ordinária desta terça-feira (08) da Câmara Municipal a primeira após o recesso, foi marcada pela primeira queda de braço entre os poderes legislativo e Executivo. Pelo menos três projetos de lei, encaminhados pelo Executivo em regime de urgência, foram rejeitados por nove vereadores que optaram em encaminhar os projetos as respectivas comissões para que sejam analisados em detalhes e daí sim, levados ao plenário. Nem mesmo uma reunião, que aconteceu pouco antes do início da sessão, no gabinete da presidência, mudou a opinião de alguns vereadores. Um detalhe que chamou atenção, foi o fato de que alguns vereadores que integram a base governista, também rejeitaram o recebimento dos projetos em regime de urgência.

Excesso de elogios

O fato de rejeitarem os projetos, foi considerado uma decisão normal, mas, o que despertou atenção foram os caminhões de elogios ao atual prefeito por parte até mesmo de vereadores da oposição. Alguns chegaram ao extremo de considerar o prefeito Hélio Peluffo Filho, como o melhor prefeito que já passou por Ponta Porã – isso em sete meses de governo, talvez procurando um jeitinho de justificar a recusa dos projetos enviados ao legislativo. Sem contar vereadores da situação que aproveitaram para criticar alguns companheiros que, extrapolaram nas bajulações e votaram contra o Executivo que assim perdeu a primeira batalha para o legislativo.

Continua rendendo

Fiquei sabendo que os dois vereadores e uma vereadora que integram a base aliada ao Executivo teriam sido convidados para uma reunião com algumas lideranças onde o assunto principal com certeza foi a decisão dos edis terem recusado a assinarem o recebimento dos projetos do Poder Executivo. Pelo que fiquei sabendo além da cria, o criador também teria participado do encontro. Não sei o que ficou decidido, mas sei que a palavra lealdade foi muito usada durante o encontro. Pelo jeito as justificativas apresentadas não foram convincentes.  

Voltando à tona

Há pelo menos 20 anos atrás, eu já defendia nesse mesmo espaço em outros órgãos de comunicação, a instalação de uma base com toda estrutura para que, o Departamento de Operações de Fronteira se instalasse em Ponta Porã. Mas vale salientar que, segundo informações dos próprios dirigentes do órgão, nunca houve um interesse mais acentuado por parte dos nossos governantes pra que isso fosse viabilizado. A pouco tempo atrás, com a concordância do governo estadual, um espaço anexo ao 2º Distrito Policial localizado no grande Marambaia, foi cedido ao DOF para que os policiais se abrigassem aqui na fronteira.  Mas as instalações eram tão precárias para essa finalidade que, em pouco tempo os policiais retornaram a Dourados. Quem sabe agora, com a boa vontade do chefe do Executivo, somada a preocupação do governador a coisa saia do papel.

Continua tenso

O relacionamento entre o presidente do legislativo e o poder Executivo. Por um lado, o atual presidente da Câmara entende que pode tomar suas decisões, mesmo que elas não agradem o chefe do Executivo que, por sua vez deixa claro, estar arrependido de ter sido um dos responsáveis pela costura que culminou com a eleição do atual mandatário do legislativo que, aliás são do mesmo partido. Uma coisa pode ser dada como certa. No mesmo partido, os dois dificilmente vão chegar juntos até o final do mandato da atual mesa diretora.

Cara de pau mesmo

A falta de vergonha o descaramento, além é claro da desonestidade atinge em cheio a classe política a cada que passa. Depois da roubalheira desenfreada do ex- governador Sergio Cabral que levou o estado do Rio de Janeiro a falência total, agora o atual governador Pezao mesmo sem ter condições de pagar nem mesmo os salários dos servidores, resolve abrir licitação para contratar uma aeronave pela bagatela de dois milhões e quinhentos mil reais por ano, apenas para transportar o governador. Além de imoral, a atitude acaba provocando uma ira ainda maior dos servidores que, enfrentam filas longas em busca de cestas básicas doadas pelo próprios companheiros em situação financeira melhor. Tudo isso, sem contar os problemas graves com a saúde e a segurança no Rio de Janeiro, que a cada dia assiste a fuga dos turistas.

Eleições

Estamos a pouco mais de um ano para as eleições de 2018 mas, já começam as especulações visando a sucessão estadual em Mato Grosso do Sul. Alguns nomes começam a surgir juntamente com algumas pesquisas. Longe de querer contestar ou duvidar de números, uma pesquisa divulgada essa semana, mostra o Juiz Federal Odilon de Oliveira, como candidato a governador, em segundo lugar na preferência do eleitorado sul-matogrossense, atrás apenas do ex- governador André Puccinelli e a frente do atual governador Reinaldo Azambuja.

Eu particularmente não acredito nessa candidatura. Primeiro porque, segundo declarações do próprio magistrado que deve se aposentar ainda esse ano, ele é hoje, um dos homens mais vidado e jurado de morte, justamente por conta do seu trabalho, diga-se de passagem, elogiável contra o crime organizado. Com sua aposentadoria, o juiz que vive hoje 24 horas sob escolta policial perde esse benefício. Por isso passa a ser um cidadão comum exposto aos perigos do dia a dia. Segundo porque, ninguém consegue fazer campanha política, sem o chamado contato com o eleitorado o que certamente, acaba expondo o candidato. Correr esse risco, seria no mínimo temeroso.

Por falar

Em candidatura, o ex-vereador Álvaro Soares que deve se filiar ao PSDB ou PMDB nos próximos dias, tem confirmado por tem passado que, sua candidatura a uma vaga na Assembleia Legislativa é fato real. Prova disso, tem sido as andanças do ex vice-prefeito aos municípios da região de fronteira. Por duas vezes, ele esteve muito perto de garantir uma vaga no legislativo estadual perdendo pelos próprios erros cometidos ao longo das campanhas. Mais experiente e pé no chão, ele garante que agora, chegou sua vez de representar os municípios de fronteira na Assembleia.

Pensando bem

A decisão de alguns vereadores em rejeitarem que os projetos enviados pelo Executivo ao legislativo em regime de urgência fossem aceitos vem rendendo mais que devia, pois até agora, tem vereadores tentando justificar junto a população a decisão tomada.

 

 

 

 

 

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