Olho Vivo 14-09-17

Dércio Cruz

Roendo a corda

Quem tem o hábito de ler essa coluna, deve ter percebido que, na semana passada eu escrevi aqui mesmo que o voo dessa chamada “Frente Parlamentar” seria mais curto que coice de porco. Não deu outra. Estou sabendo que uma vereadora e um vereador que deixaram a base governista para uma experiência na oposição, não se deram bem. Estão de volta ao lugar de onde saíram por nada. Com isso, o bloco de sustentação da atual administração deve fazer a mesa diretora de mamando a caducando, sem perder noite de sono com a posição do atual presidente do legislativo, que ninguém sabe de que lado está.

E pelo jeito 

Essa migração não deve parar por ai, pelo menos outros dois estariam por um quero, pra abandonar o barco furado que subiram. Preocupada em atender os apelos da população, não é segredo pra ninguém que, as reivindicações dos vereadores da base aliada serão analisadas com mais atenção. Isso faz parte do jogo político. Prova disso que um dos vereadores que vem caindo no agrado dos eleitores é o vereador tucano, Wanderley Avelino que tem a fidelidade como sua marca patente.

Limpando a City

A prefeitura promete jogar pesado no tocante a fiscalização contra a poluição visual que vem tomando conta de ruas e avenidas da cidade. Não bastasse a poluição sonora, muitos insistem em esparramar panfletos o dia todo pela cidade. Alguns proprietários já estão deixando recado nos próprios panfletos por não suportar mais, chegar ao carro e deparar com o parabrisa tomado por panfletos. O pior, que é igual cantiga de grilo, direto e reto. Uma campanha com o objetivo de limpar a cidade deve começar nos próximos dias. Pelo menos com quem tenho conversando, todos estão de acordo com a medida. Resta saber se a colaboração dos responsáveis vai aparecer.

Procura-se

Com a indicação do deputado Flavio Kayatt para o Tribunal de Contas praticamente descartada, e pela demonstrações do próprio deputado de que não pretende mais disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, lideranças políticas começam a se movimentar no sentido de encontrar um nome com condições de representar o município. Nomes não faltam, o que falta é um nome que consiga aglutinar forças para vencer o pleito em 2018. A movimentação que se vê por enquanto, se bem que de forma tímida, é a busca pelo apoio do deputado tucano que exerce uma liderança muito grande na fronteira e conhece como ninguém o caminho das pedras. Kayatt era tido como o nome certo para o TC na vaga da Conselheira Mariza Serrano, mas um possível acordo entre o PMDB do ex-governador Pucinelli e o PSDB do governador Reinaldo Azambuja pode terminar com a indicação do atual presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mocchi.

Só eu, nem pensar

Ao detonar Lula, Dilma e o próprio PT durante os depoimentos ao juiz Sergio Moro na semana passada, o ex-ministro e um dos homens mais influentes dos governos petista, Antônio Palocci deve ter decidido pelo que muitos esperavam. Porque eu vou pagar sozinho, amargando meus dias numa cela, enquanto os principais envolvidos estão de boa e em liberdade. Além disso deve ter pesado, o fato do ex-ministro que assumiu todos os seus erros, ter sido praticamente abandonado pelos “cumpanheiros”.

Apagando as luzes

Desapontado que só, com o estrago provocado no partido envolvido até o pescoço em denúncias de corrupção e outros danos maiores ainda, o PT em Mato Grosso do Sul deve ficar reduzido as cinzas. Um dos militantes mais fiéis e que sempre esteve à frente do partido, o ex-deputado federal Antônio Carlos Biffi já anunciou seu desligamento do partido, prometendo levar junto sua turma, algo em torno de 300 filiados do PT. Assim como em todo o Brasil, por aqui o PT também já teve seus dias de gloria mas que começou a desmanchar depois do envolvimento do ex-senador Delcidio do Amaral, que chegou a ficar preso por um bom tempo. Os nomes que ainda sobram no PT de MS, são os do atuais deputados federais Zeca do PT e Vander Loubet, ambos enrolados em denúncias em operações da Policia Federal e do deputado estadual Pedro Kemp. Outro fato que chamou atenção foi a presença de militantes petistas presentes em Curitiba que foram dar apoio ao ex-presidente Lula durante depoimento ao juiz Sergio Moro.  A comitiva petista chegou a capital paranaense com apenas cinco pessoas. Tá difícil saber, quem vai ficar pra apagar a luz.

Notícia boa

A Brave Brasil Veículos Elétricos, empresa que já anunciou interesse em instalar em Mato Grosso do Sul uma fábrica de veículos elétricos, que seria a primeira do País, tem plano também para investir também na região fronteiriça ao Paraguai. Ali, seria instalada uma fábrica de baterias para os automóveis movidos a energia. Um dos atrativos seria o interesse em uma tributação menor para a região, prevista na proposta de criação das áreas de livre comércio nas fronteiras. Projeto de alguns anos, a criação dessa espécie de zona franca está tramitando no Congresso Nacional. Além disso, a empresa já conseguiu promessa de auxílio para seu objetivo tanto da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) quanto da Comissão de Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa). No mês passado, dirigentes da Brave reuniram-se com o deputado estadual, Paulo Correa e com o presidente da Fiems, Sergio Longen.

Repasse

Pelo que se comenta na cidade, parte do repasse devido pelo governo do Estado ao grupo Gerir que administra o Hospital Regional de Ponta Porã e que tem gerado problemas no atendimento médico dispensado pelo corpo clinico em função dos atrasos nos salários, foi feito esta semana. Apesar de ser uma medida paliativa não deixa de ser uma boa notícia para médicos e funcionários que estão sofrendo com atraso nos salários e a falta de condições de trabalho no local.

Perdendo a linha

Bem diferente do depoimento de ex- ministro dos governos Lula e Dilma e considerado um dos homens fortes do PT, Antônio Palocci comedido e decisivo em suas respostas foi o depoimento de Lula perante o juiz Sergio Moro. Em alguns momentos Lula chegou a se enrolar nas respostas, mas pisou na bola quando resolveu detonar o ex- ministro que, segundo o próprio Lula, sempre foi o braço direto do PT, tanto no governo dele, como no governo de Dilma.  

 

 

 

 

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