OLHO VIVO – 16-10-17

* Dércio Cruz 

 

Reviravolta   

Ao derrubar o veto do Executivo a projetos relacionados a obrigatoriedades do uso de uniformes que deve ser doados pelo município aos alunos da Rede Municipal de Ensino, uma coisa ficou clara. O poder Executivo vai ter que reavaliar até onde pode contar com a base de sustentação no legislativo. Pelo que senti a base governamental está realmente precisando de mais cimento, como disse um vereador da oposição.  Ao vetar o projeto, o prefeito alegou não dispor de recursos financeiros para cumprir as determinações, mas foi voto vencido. A continuar dessa forma, a eleição para a mesa diretora do legislativo deve ser olhada com mais carinho, caso contrário a oposição vai levar vantagem podendo fazer cabelo e barba.  

Passando a bola    

O vereador Daniel Marques que é do PMDB foi muito infeliz quando o assunto referente ao Hospital Regional que vem passando por uma situação caótica em termos financeiros foi tema de debate na Câmara. Mesmo reconhecendo o problema, o vereador do PMDB disse que o impasse deve ser resolvido pelos vereadores do PSDB mesmo partido do governador, ou seja, deixando de lado as prioridades da população, passando para o lado político. O vereador foi mais longe dizendo que, quando o governador era do PMDB se referindo a Andre Puccinelli a situação era bem diferente.  Vale salientar que o ex- governador lembrado pelo vereador, fez muito pouco em termos de saúde para o município, por isso teve gente que entendeu que o parlamentar se excedeu nas colocações. Sem contar que o problema com o Hospital atinge a população e não a parte política. Perdeu a oportunidade de ficar calado.

Procurando alianças   

Há menos de um ano para as eleições, além das especulações normais para as vagas no  senado, os partidos focam diretamente o Palácio do Governo. O atual governador Reinaldo Azambuja é candidatíssimo a reeleição, mas sabe que vai enfrentar dificuldades enormes em formar alianças com outras siglas. Uma das metas do atual governo é buscar justamente uma aliança com o PMDB, que por sua vez já começa a deixar transparecer que pretende ter candidato próprio, sem se preocupar em esconder que se trata do ex-governador André Puccinelli que por várias vezes  afirmou, que abandonaria a política, mas que já admite entrar na disputa  embora comentários dão conta de que, existem pressões familiares para que o italiano desista da ideia.

Abrindo espaços

Caso se confirme uma possível desistência do polenteiro, pelo menos quatro nomes estariam na lista dos prováveis substitutos. O da atual senadora Simone Tebet, do também senador Waldemir Moka, do presidente da Assembleia e do PMDB, Junior Mochi e ainda do Deputado Federal Carlos Marum, esse com menor chance.  Um detalhe que não pode ser descartado ainda é de uma possível aliança com o PTB do ex- prefeito da capital, Nelsinho Trad a principio, candidato ao senado. Seria uma maneira mais tranquila de atrair o atual prefeito Marquinhos Trad que hoje aparece com um índice de aceitação alto. O que não pode ser desprezado é o fato de que em política, tudo é possível.

Acho difícil

Alguns integrantes do PDT que sempre andou atrelado com o PT aqui no Estado, dão como favas contadas, uma possível candidatura do juiz federal aposentado Odilon de Oliveira ao governo do Estado. O magistrado pelo menos até agora, não deixou transparecer que pretende encarar esse desafio. Apesar de ter um filho eleito vereador na capital pelo PDT, e manter um bom relacionamento com um pedessista histórico no estado, o ex-conselheiro do TCE, João Leite Schmidt vai ter que conviver politicamente com alguns desafetos.

Retornando 

Ao contrário de palavra renovação, termo muito usado em política principalmente com todo esse desgaste da classe, por aqui pelo que estou ouvindo, poderemos ter um ressurgimento de nomes. Estou sabendo por fontes que merece crédito  que, pelo menos três ex- deputados estaduais estariam se preparando para retornar a vida pública. O ex-Conselheiro do TCE, Cícero de Souza, o ex-deputado Jose Carlos Monteiro e o ex-deputado Londres Machado. Aos amigos, o cardeal tem confidenciado que pretende voltar a ocupar seu gabinete na AL que permanece do mesmo jeito que deixou,quando passou o local para a filha que pelo jeito, não se identificou muito com a política.

Por aqui

Muito se fala em novas candidaturas, mas pelo andar da carruagem não se pode esperar grandes mudanças. Existem alguns nomes que se destacam até mais pela insistência do que pela competência. Ninguém chega a lugar nenhum sem um grupo forte e unido em beneficio de um mesmo ideal. Ponta Porã precisa de pelo menos dois deputados na Assembleia Legislativa para defender e lutar pelos interesses da região de fronteira. Eleitores para isso tem de sobra, resta saber, se os chamados pára-quedistas não vão levar a fatia maior do bolo, principalmente do Distrito Nova Itamarati.
Lei branda

O Senado aprovou, na terça-feira 10, Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, projeto que altera a Lei Maria da Penha, a fim de permitir ao delegado de polícia conceder medidas protetivas de urgência às mulheres que sofreram violência e a seus dependentes, uma prerrogativa que hoje é exclusiva dos juízes. A medida foi votada simbolicamente na Casa e anunciada como positiva, mas integrantes do Ministério Público, defensores públicos Gerais e organizações feministas criticam as mudanças. Elas pedem que o presidente Michel Temer vete a proposta.

Tirando o animo

A cada dia que passa, nossos policiais vão perdendo o estimulo de exercer sua profissão dentro dos rigores que estabelece as leis. Dias desses, policiais da capital paulista prenderam em flagrante um motorista que dirigia embriagado, pela contra mão e sem carteira de habilitação um veiculo roubado.  O motorista foi engaiolado, curou o porre e foi encaminhado pra uma audiência de custodia de onde foi liberado após pagar fiança arbitrada em R$200,00 pelo Juiz. O detalhe que se apurou depois foi que o preso, pagou a fiança com dinheiro que ele havia roubado poucos antes de outra vitima. Ai fica a pergunta. Qual a motivação dos policiais em prender os infratores.

Uma boa dica

Dentro do balanço que fez durante entrevista com a imprensa, destacando os 40 anos de MS, o governador Reinaldo Azambuja abordou o assunto segurança e foi muito feliz quando lembrou que o governo federal deve atentar para o problema em outra regiões do pais, sem querer priorizar somente o Rio de Janeiro. Para ele, o combate ao narcotráfico não deve se limitar às favelas, mas deve também buscar reduzir o caminho feito pelas drogas. “Não adianta combater o tráfico de drogas lá na Rocinha se as fronteiras estão abandonadas. É preciso fechar o caminho das drogas, que vêm da Bolívia e do Paraguai”, disse Azambuja.

Pensando bem

Nem adianta o governo manter o horário de verão no intuito de economizar. Se conseguir poupar cem milhões em cinco meses, os políticos levam tudo numa noite só.

 

* Jornalista   

DRT 953- MS

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