OLHO VIVO – 21-08-17

 

Dércio Cruz

 

 

 

Final feliz

Graças a Deus terminou da melhor maneira o sequestro do estudante Pedro Urbieta que por mais de 17 horas deixou a família do menor, vivendo um clima de terror sem precedentes. A força espiritual da população além de contribuir para que o fato tivesse um final feliz, também contribuiu e muito, para que as autoridades montasse uma verdadeira força tarefa que acabou fazendo com que os marginais liberassem o menor ileso. Serviu também, para mostrar que a fronteira ainda não está preparada para aceitar esse tipo de crime.

Chamando atenção

Vale salientar no entanto que, todo esse aparato seja montado justamente, quando um fato desagradável e de grande repercussão acontece, para que as autoridades tirem o pé do chão. Ai começam as reuniões para debater o assunto, que com o passar dos dias acaba caindo no esquecimento novamente. Sempre foi assim. A população vive a mercê dos marginais e pouca coisa ou quase nada é feito no sentindo de coibir tais fatos.

Mesmo entendendo que a região da fronteira até pela sua localização geográfica acaba se tornando uma área de risco permanente, e por isso mesmo faz por merecer uma atenção maior das autoridades. Esse trabalho em conjunto entre as autoridades policiais do Paraguai e do Brasil precisa ser mais consistente e mais transparente, até como forma de inibir a ação dos delinquentes. Alguma coisa tem que ser feita, de preferência na prática, porque só no papel, não resolve.

Fato que preocupa

Pelo que se ouve a boca miúda, as autoridades dos dois países já demonstram uma certa inquietação com relação a quantidade de estudantes que hoje vivem na fronteira e os comentários de que alguns insistem em viver fora da lei, estariam usando dessa prerrogativa para se infiltrar no meio estudantil. Já ocorreram apreensões e prisões de drogas envolvendo acadêmicos. Fala-se em realizar uma espécie de cadastramento para saber quem é quem na ordem do dia. Com certeza, as pessoas de bem, não serão atingidos em nada.

Pra acabar

O ex-presidente e pretenso candidato Lula, em sua viagem de campanha antecipada, recebeu uma homenagem de alunos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Os alunos improvisaram um “título” de doutor honoris causa assinado por eles mesmos. No entanto, o que realmente chamou a atenção, na fotografia postada pelo petista Emir Sader, foi o erro de grafia no termo “discentes”, grafado como “dicentes”.

De volta

Nesta terça-feira, os projetos do Executivo enviados em regime de urgência, e que foram rejeitados por nove vereadores, voltam a ser destaques. Com a rejeição em caráter de urgência, os projetos foram encaminhados as respectivas comissões. Tudo indica que todos serão aprovados, principalmente, se for levar em conta o excesso de justificativas apresentadas por alguns dos que rejeitaram os projetos. Caso os vereadores que rejeitaram os projetos em regime de urgência mantenham seus posicionamentos, legislativo e Executivo podem entrar em ritmo de colisão o que não deixa de ser um péssimo negócio.

Renovações a vista  

 Se a Justiça continuar pegando pesado com muitos políticos envolvidos em corrupção e atos ilícitos, tudo indica que, nas eleições do ano que vem teremos obrigatoriamente uma renovação considerável em relação a nomes que entrarão nas disputas. Tem alguns que, até por precaução pretendem ficar de fora, até porque como diz o velho ditado, quem não é visto não é lembrado. Vixi.

Tentando arrumar   

 Um dos grandes desafios além dos problemas com a saúde pública e segurança, a atual administração deve enfrentar ainda outras questões que devem ser priorizadas. O transito que a cada dia fica pior, a padronização das calcadas visando resolver o problema de acessessibilidade que foi carro chefe na campanha política, e outro problema envolvendo terrenos baldios e construções abandonadas principalmente na área central. Apenas como exemplo podemos citar o prédio da antiga concessionaria Fiat na Av Brasil que segundo informações pertence a Receita Federal e está completamente abandonado.

Informática na prisão  

A penitenciária de Cuiabá foi um dos assuntos abordados, na noite deste domingo (20), no Fantástico. Isso tudo por uma investigação exclusiva revelava que uma cadeira brasileira onde os presos têm um mercadinho à disposição e usam celulares tranquilamente. Os bandidos formaram até um grupo em um aplicativo de troca de mensagens, para combinar os crimes. Chamado “Marreta Progresso 157” (157 é o artigo do “Código Penal” para roubo), o assunto principal do grupo é roubo de carros.

Rainha da beleza

A representante do Estado do Piauí Monalysa Alcântara foi a vencedora do Miss Brasil 2017. Ela é a terceira negra a receber o título na história do concurso brasileiro, marco que acontece pelo segundo ano consecutivo. Em 2016, a paranaense Raissa Santana quebrou um jejum de 30 anos. Monalysa deixa a competição com alguns prêmios, além da faixa e da coroa de miss. Ela vai levar para casa um carro 0km, além de receber uma viagem para Dubai com acompanhante. Outro prêmio da jovem piauiense é um contrato publicitário no valor de R$ 100 mil.

Escondendo siglas

Com a aversão generalizada da população diante dos sucessivos escândalos de corrupção e a crise de representatividade, os políticos brasileiros estão investindo na adoção de nomes “genéricos” para esconder seus partidos e tentar atrair a simpatia do eleitorado. A estratégia para se descolar da crise e driblar a rejeição popular tem sido tirar o “partido” do nome da legenda, apostando no desejo de renovação. A avaliação dos analistas, porém, é de que essa artimanha terá pouco ou nenhum efeito, se as mudanças se limitarem a questões cosméticas e de marketing, e não o comportamento dos políticos em relação às necessidades da população e o trato com o dinheiro público. Troca-se o nome, mas o conteúdo continua o mesmo.

Pedra no sapato

Na minha pequena e aconchegante Itaú de Minas, lá no sudoeste mineiro, um eleitor tem incomodado e muito a atual administração Municipal. Cada dia aparece um pepino. Se mantendo no anonimato ele tem publicado no facebok algumas denúncias pesadas, que pode envolver até mesmo a Policia Federal no assunto. Entre outras ele cita também que pelo jeito a atual administração vem confundindo, administração transparente com administração trás parente. O bicho está pegando por lá.

Novidade hein!

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que há sinais “claros” no Brasil da presença do crime organizado na política, como ocorre no México, país que ele visitou recentemente. “O México lida com um problema seriíssimo, que é a presença do crime organizado na política e nós já temos sinais disso aqui, de maneira bastante clara. Vamos querer que o narcotráfico, que as milícias, financiem as campanhas?”, questionou o ministro do durante do Fórum Estadão que discutiu a reforma política.

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