Ônibus transportando presos é alvo de atentado em Curitiba

Os bandidos procuravam por um presidiário que poderia estar no ônibus

Um ônibus que levava 30 presos para a Colônia Penal Agrícola, situada em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, foi interceptado por 12 bandidos armados com fuzil e pistolas em quatro carros, no quilômetro 76 da BR-116, em Quatro Barras, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O fato ocorreu no fim da noite desta quarta-feira (10) e os marginais tinham como intenção procurar um detento de apelido Netinho, que não estava no veículo. O ônibus estava fretado para conduzir os 30 detentos do regime semiaberto que trabalham em uma empresa de metal de volta ao presídio, quando os homens fortemente armados, com fuzis e escopetas, fizeram uma barricada com dois carros incendiados, um Gol e um Sandero. Eles conseguiram fazer o motorista do ônibus parar e abrir a porta.

Dentro do coletivo, os bandidos procuraram por um detento de apelido Netinho e chegaram a metralhar o banheiro do ônibus, acreditando que ele estaria escondido ali. Sem sucesso, o bando retornou para as duas caminhonetes e fugiram, sem ferir ninguém. O Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) confirmou que no coletivo estavam cerca de 30 detentos e relatou que não é exigido escolta ao ônibus por ser do regime semiaberto. Um dos carros usados pelos criminosos, um Ônix, foi encontrado incendiado e outro, um Sandero, abandonado às margens da rodovia. Os dois veículos estão no posto da PRF do Contorno Leste. 

Os cerca de 30 presos que estavam no ônibus são do regime semiaberto da Colônia Penal Agrícola, que fica em Piraquara. Durante a madrugada eles trabalham em uma metalúrgica. Ninguém ficou ferido na ação. Até agora, os criminosos não foram localizados. O Ônix havia sido roubado ontem (11), em Curitiba. E o Sandero, em Colombo (PR), no mês passado. A PRF encaminhou a ocorrência para a Delegacia da Polícia Civil em Quatro Barras. O Departamento Penitenciário esclarece que os presos possuem autorização do juiz da Vara de Execuções Penais para trabalhar. Por estarem em regime semiaberto não há obrigatoriedade de escolta policial para se deslocarem ao trabalho. O transporte dos detentos é fornecido pela empresa contratante. A polícia investiga o caso.

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