Osteoporose: um mal silencioso

Priscila Carvalho

Reumatologista Daniela Polizelli

Com chegada da meia idade, problemas como a osteoporose podem começar a aparecer e se tornar uma ‘dor de cabeça’ para quem tiver. Segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF) estima-se que a cada 3 segundos uma fratura ocorra em decorrência da osteoporose. Após os 50 anos de idade, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens sofrerão com pelo menos uma fratura ao longo de suas vidas.

A osteoporose é uma doença silenciosa, caracterizada pela redução da densidade e da massa óssea, levando a uma fragilidade óssea e, consequentemente a um maior risco de fraturas. A cifose e a perda de altura são sinais do exame físico e da história clínica que podem sugerir a presença de fratura vertebral, que em muitos casos é assintomática, mas extremamente perigosa ao paciente. “Entre 20% a 24% das pessoas que tiveram uma fratura de quadril irão a óbito no período de um ano após a fratura, e fraturas de coluna também estão associadas ao aumento do risco de morte”, disse a médica reumatologista e professora da Faceres, Daniela Polizelli.

Os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento da osteoporose são: sedentarismo; tabagismo; uso de medicações anticonvulsivantes e corticoides; menopausa; associação com outras doenças como artrite reumatoide e a doença celíaca; além de indivíduos de raça branca ou asiáticos também terem mais chances de desenvolver a patologia. Fatores nutricionais como, baixa ingestão de cálcio e vitamina D e alta ingestão de cafeína e bebida alcoólica também estão associados a uma maior perda óssea.

Atualmente a densitometria óssea é o exame mais utilizado para quantificar a massa óssea da pessoa. O método não é invasivo e apresenta baixa taxa de radioatividade ao paciente, além de poder acompanhar a evolução da doença e a resposta ao tratamento. “Infelizmente, o diagnóstico em nosso meio tem sido realizado de forma tardia, apenas após a ocorrência de uma fratura”, comento a reumatologista.

A médica afirma que hábitos saudáveis como a prática regular de exercício físico e uma alimentação rica em cálcio e vitamina D são de grande importância para a manutenção de densidade mineral óssea e para o tratamento da osteoporose. “Os produtos derivados do leite são a fonte mais disponível e que mais favorece a absorção de cálcio. Outros alimentos podem fornecer também o cálcio como: verduras, folhas, algumas frutas, cereais e peixes, porém em menor quantidade”, concluiu.

 

 

 

 

 

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