Prestes a completar 80 anos, Martinho da Vila celebra a Vila Isabel em CD

São quase 50 álbuns, 19 livros e um número incontável de composições. Esse é o histórico artístico do carioca de Duas Barras, Martinho José Ferreira. Mais conhecido como Martinho da Vila, o nome do compositor veio da relação com a escola de samba Vila Isabel, que começou há mais de 50 anos, quando ele ainda dava os primeiros passos dentro do gênero musical em outra agremiação. “A gente nasceu junto”, define Martinho.

Essa relação de proximidade do cantor e compositor com a escola faz com que as histórias de ambos se entrelacem. Apesar de dizer que não vai mais à escola com tanta frequência, como fazia no passado, Martinho sempre está ligado ao carnaval de lá, seja fazendo sambas-enredos, seja desfilando. Neste ano, ele estará no abre-alas da Vila Isabel, que cantará na Sapucaí o samba Corra que o futuro vem aí, de Pinguim, JP, Marcelo Valência, Júlio e Deco Augusto.

Há dois anos, quando a Vila Isabel completou 70 anos, Martinho quis lançar um disco de comemoração. Por conta da agenda, acabou não conseguindo. Mas o sonho não foi abandonado. Agora, ele lança o álbum Alô, Vila Isabeeeel! com 25 músicas que celebram a história da escola. “É meu feliz aniversário atrasado”, explica Martinho. Das canções, algumas são inéditas compostas, pela ala de compositores da Vila Isabel, e outras são sambas clássicos, como Kizomba, a festa da raça (1988), Soy loco por tí, América (2006) e A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo (2013) — enredos que levaram à agremiação a vitória no grupo especial.

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